17 de abr de 2009

Consegui.

Parei de assistir os omedicasts.
Cansei.
Terminavam muito tarde.

Nesta quinta consegui um feito inédito este ano: consegui encontrar minha melhor amiga Deza.
Tava difícil.
Mas dei um "pára tudo!" e fui papear com ela.

Aliás, o "pára tudo!" foi pra tudo mesmo.
Esta semana eu não fiz nada.
[preciso ver algumas pendências com os brothers...]

Consegui conversar com alguns conhecidos.
Fazer umas trocas de cartoes-postais pendentes.
"Sair da minha toca"

Precisava disso pra respirar.
Sentir o oxigênio entrar nos pulmões.
Abrir os olhos e voltar a enxergar.

Enxergar o que não estava vendo há muito tempo.

Se até minha mãe notou, é porque a coisa tava pra lá de gritante de óbvio:
Eu não tenho vivido estes últimos tempos.
Não saio.
Não vou às minhas exposições de artes favoritas.
Não vou fazer minhas trilhas.
Não toco violão nem canto.
Não vou à biblioteca ler meus livros.
Não vou ao cinema.
Não tenho feito nada além de estudar e atualizar um blog.

O blog é coisa fácil.
Em menos de uma hora eu tenho conteúdo pra mais de um dia.

A faculdade foi me matando aos poucos, até não sobrar mais nada de mim.
Minha mãe disse que não tenho me divertido com nada.
Estou doente.
Estressada.
Estou com síndrome do pânico.
Não consigo sair de casa sem ter um sintoma.
Passo mal.
Cai a pressão.
Dor de barriga.
Dor de cabeça.
Dor nas costas e pernas.
Fraqueza.
Tristeza.
Tenho depressão.
Tenho chorado toda noite. Com ou sem motivo.
Tristeza sem fim. E sem motivo.
Imagine só chorar como se sua mãe tivesse morrido. Minha mãe não morreu. Mesmo assim eu choro.

Minha mãe perguntou se eu quero ajuda médica.
Acredito que não preciso de ajuda médica.
Só preciso viver.
Preciso fazer o que gosto.
O que gosto?

Um pensamento curioso que tive esses dias...
Quando criança, eu me imaginava uma adulta bacana, inteligente e simpática.
Desde os 5 anos eu sonhava em ser arqueóloga.
E quando me tornei adulta [28 anos eu tenho que me considerar adulta. não mais adolescente...] o que eu fiz?
Nada do que idealizei.
Pior.
Fiz coisas nunca antes imaginadas.
Me perdi.
Não sei o que quero ser de agora em diante.
Não sei o que sou agora.
Não sei o que fui até agora.

[hoje só tou #mimimi]

Espero virar a página.
Superar esse momento angustiante.
Me levantar e seguir em alguma direção.
Quem sabe não acerto dessa vez?

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