7 de nov de 2011

Dias estranhos

Bom... só pra retomar o assunto da última vez que estive aqui, o dinheiro debitado da minha conta foi restituído  de forma espetacularmente rápida e inesperada: contato via Twitter, uma ligação no meu celular e pronto!

Passei este último domingo sem me sentir muito bem comigo mesma.
Acordei com dor de garganta.
Alguma inflamação. Nada grave.
Devo ter dormido com a boca aberta...
Coisas de quem tem sinusite e vê o climão quente e seco de alguns dias na poluída São Paulo como uma tortura.
Até uma hora atrás estava com dor de cabeça também.
Estava.
Remédios para dor resolvem.
Mesmo eu detestando tomá-los, resolvem.
Detesto tomar remédios. Detesto me sentir doente.
Quem gosta?
Tem gente que acha que sou viciada em remédios. Mas na verdade eles duram uma eternidade que chego a jogar fora por vencerem... e vivo comprando-os porque esqueço de mantê-los comigo na bolsa... Aí quando preciso deles, "toca lá a japa ir na farmácia comprar remédio"...

Agora que consigo pensar em algo [as dores me dando uma trégua enquanto os remédios fazem efeito], corro pra resolver tudo que tinha que fazer durante o dia e não consegui fazer por estar com dor de garganta, dor de cabeça e com uma mãe carente que só queria passar mais tempo comigo. E que me alugou durante toda a tarde em lojas de móveis no shopping só porque ela acreditava que ia conseguir comprar o que eu preciso pra organizar o meu quarto assim, instantaneamente, em uma loja.

Meu quarto está o verdadeiro caos.
Preciso me livrar de muitas coisas.
PRECISO!

Mas é tão difícil se livrar das coisas quando se tem apego à elas...
Não posso mais me permitir adiar isso.
Estamos a menos de 2 meses pra terminar o ano e vou dar um jeito nisso ainda este ano.
Será um desafio a mim mesma.
Eu sei que consigo.
Vou conseguir.

Enquanto isso, tentar se manter viva, viver e sobreviver tem sido um tanto difícil.
Meu emprego paga minhas contas - que, ainda bem, são poucas - mas não me traz nenhum ânimo.
Essa coisa de carreira cimentada e sem riscos anda me matando a cada dia...
É legal ter um emprego. Ter salário todo mês... Mas qual é o seu real valor?
Será que não tenho que ter um pouquinho de realização pessoal?
Tenho pensado e repensado neste assunto nos últimos meses e isso tem me inquietado bastante.
Não busco grandes realizações.
Só busco a minha. E isso é tão pequeno ao lado dos grandes sonhos e aspirações de tantos...

Nessas horas penso sobre o que é a felicidade na vida.
Seria um grande amor?
Seria ganhar na loteria e se tornar milionário?
Seria não ter preocupações?
O quê seria a felicidade?

Eu enxergo a felicidade como a liberdade.
Não aquele bairro japonês em São Paulo, maravilhoso com seus produtos orientais que tudo adoro... hahaha...
Mas a liberdade econômica. Aquela dita por Stuart Mill e Amartya Sen - economistas.
Uma liberdade de poder consumir sem ser levado pela moda ou tendência.
Liberdade de escolha. De poder comprar o que quer, quando quer, porque quer. Não ser levado a comprar o que não precisa só porque todos estão comprando.
Consumir pelo gosto pessoal. Pelo conforto pessoal.
Adquirir algo é tão pessoal. Aquilo passa a ser seu. Passa a fazer parte de sua vida.
Tu és responsável por aquilo que compras.
Tenho uma visão muito capitalista desse mundo, mas acredito que todo dinheiro do mundo é incapaz de comprar a felicidade.
A felicidade é um alto grau de contentamento e satisfação.
No fim, desconheço a plena felicidade.
A satisfação é algo que me encanta.
É como comer bolachas recheadas de chocolate: não precisam ser daquela marca famosa, mais cara, recheada com puro chocolate e vitaminada e blablabla... Só precisam ser deliciosas. Só precisa juntar a fome com a vontade de comer. É algo simples, objetiva e completamente fabulosa.

Bom... agora deve estar se perguntando: então, por quê comprou chocolates Godiva e Lindt estes dias? Orgulho? Exibicionismo?
Não.
Mas pelo puro prazer do deleite de chocolates saborosos.
Não é o custo que isso tem. É o valor.
Ou vai me dizer que estes chocolates não são deliciosamente únicos?
Se acha que isso que acabei de escrever é bobagem, vai na esquina e compra na doceria um chocolate ao leite com flocos crocantes e gosto de sabão e seja feliz.

O que quero dizer é que não compro ESTES chocolates todo dia.
Compro uma ou duas vezes ao ano. Só para deleite mesmo.
Percebeu?
Esses pequenos deleites tornam minha vida feliz.
Posso ter grandes sonhos e delírios, mas preciso de tão pouco pra ser feliz.
Só preciso de um pouco de conforto...
Curioso isso.
Curioso isso pra mim mesma.

Curioso como ando com tantas inquietações.
Com tantas perguntas na minha cabeça...
Tanta coisa pra fazer...

Sinto que é hora de parar de ficar aqui nos meus devaneios e realizar algumas coisas.
Quem sabe da próxima vez que voltar a escrever aqui, eu digo alguma coisa do que ando FAZENDO?
:)

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