21 de out de 2010

É passado

Quantas vezes nós percebemos que o que aconteceu em nosso passado acaba influenciando no modo como agimos nos dias de hoje, fazendo com que as coisas percam um pouco do seu real sentido e o que seria para ser uma vida de aprendizados passa a ser uma vida de receios e negações?


É com essa premissa que começo este post.




Terminei meu relacionamento de 6 meses (janeiro - julho) por uma única razão: cigarro.
Juliano fuma e detesto o cheiro de cigarro nas minhas roupas. Ou em tudo.

A princípio, não ligava.
Meu pai fuma. Meu irmão fuma.
Isso não deveria incomodar... mas incomoda.
O fumante fede e por estar acostumado com o cheiro, nem percebe.

Quantas vezes já teve algum fumante sentado do seu lado no metrô ou ônibus?
Dava até pra dizer qual a marca de cigarro o tal fulano fumava, não?
É bem assim...

A pessoa não se incomoda, mas incomoda quem está a sua volta.
Não é só quando está com o cigarro aceso.
Quem fuma não faz isso apenas pelo prazer. Há pressões sociais. Em alguns há o vício (e em muitos só a desculpa e falta de vontade mesmo de parar de fumar). Em todos deve haver a falta de amor a si próprio.
Por usar algo que sabemos que faz mal e mesmo assim usa.
Quer se matar, porquê não bebe um litro de água sanitária? Porque sabe que isso mata? Então por quê fumar? Por quê se drogar?
Não me interessa que é legal ou ilícito. Questiono pela falta de amor próprio.
É falta de narcisismo mesmo.
Não há nada revolucionário em fazer coisas que são ditas como "proibidas"...

Eu fumava.
Sabe o que aprendi?
Que não valia a pena.
Financeiramente. E tudo mais.
O cigarro não lhe torna uma pessoa melhor. Só o contrário.
Não faz lhe sentir bem. Torna-lhe pior, doente, sujo, podre, nojento.

Quando vejo adolescentezinhas maquiadas à la Avril, com seus cigarros na mão, com toda pose de independência e imaturidade, só posso torcer pra que isso seja apenas uma fase.




Hoje sou só fumante passiva, já que é impossível dizer que não se fuma.
Dúvidas? Olhe à sua volta.

:(

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