5 de jun. de 2009

Mierda

Assisti A Pequena Miss Sunshine.
Chato o filme todo até que... a menina se apresenta e tudo se conecta. Brilhante.
Doce. Genial.
Depois assissti A Mexicana.
Já tinha assistido, mas não me lembrava direito.
Foi um daqueles filmes que vi na tv com a família conversando em volta e ninguém prestando atenção no filme.
Perdi meu tempo. Ele não merecia mais do que já teve.
Mierda.



Fiquei feliz hoje porque, na hora que ia sair pra ir no supermercado à pé, meu irmão encostou o carro em frente de casa e disse "entra aí" com aquele sorriso maroto dele.
:)
Talvez ele não saiba o quanto adoro ver ele sorrindo.

Sempre tão cansado, nervosinho ou bêbado...
Quando vejo aquele sorriso sincero, seria capaz de derrubar um touro se alguém tentasse magoar meu maninho...
Meu maninho... de mais de 100 kg... Huahuahua...
Meu monstrinho... Huahuahua...



Adicionei algumas pessoas novas no Twitter [@uedagrill] e bloqueei uma porção de gente estranha.
Sabe?
Quando você vê que o Serra, o Collor, a Dilma e o Sarney estão "te seguindo", boa coisa não é, né?
Como não tenho crises por não ter "relevância na meritocracia informal da Internet", não me faz muita diferença eu ter 200 ou só 70 e tantos seguidores. Ao menos sei que os atuais seguidores são um pouco mais normais do que aqueles que bloqueei. Ao menos acho isso.
:)
Huahuahua...
Procurei seguir pessoas que twittam.
Até porque seguir quem não twitta é como ficar olhando pra uma parede esperando que se abra uma janela no meio dela assim do nada...
:P
Nada muda. Nada irá mudar.



Ao menos não estou triste.
Não estou negativa.
Só falta... muita coisa pra eu estar positiva.
De bem com a vida.
É... ando de mal com ela.
Preciso fazer as pazes comigo mesma...

É difícil pedir desculpas a si mesmo.

Prometo que vou tentar melhorar.

4 de jun. de 2009

Paranóia

Sim.
Paranóia.
É do que se trata o filme O Número 23.
Assisti-o depois dos 9 últimos episódios de Life.
Já disse que realmente adoro Charlie Crews?
Mas... voltando ao filme, interessante.
Nunca vi Jim Carrey tão... perturbador.
Assim como só agora que reparei que todo imbecil que resolve filmar algum filme no cinema vive tossindo durante a gravação.
Vai ver, esse foi o destino do Canceroso: filmar filmes escondido em cinemas russos para um mercado negro de legendadores brasileiros. É uma teoria interessante.
Mas agora vamos falar do detetive Crews.
Realmente é uma figurinha peculiar.
Quem sabe algum dia encontro o caminho para o zen.
Crews me ensinou uma coisa: saborear as frutas.
Vê-lo comer uma pêra é simplesmente delicioso. É como se eu pudesse sentir o suco da fruta entre meus dentes.
Ou como diz Meg Ryan em Cidade dos Anjos:
"... é como areia doce que derrete na boca..."
Life era realmente interessante.
Vou sentir falta de Charlie Crews.



Tenho uma teoria.
Acabamos por gostar de coisas pelas quais nos identificamos.
E achamos completamente idiota e chato e ruim qualquer coisa pela qual não nos identificamos.
O que me intriga é
Como pode tantas pessoas tão diferentes se identificarem pelas mesmas coisas?
Reparo pelas pessoas que me cercam.
Pelas pessoas com as quais convivi.
Como podemos ser tão diferentes e ao mesmo tempo... tão iguais?
Gostar das mesmas bandas, dos mesmos lugares, das mesmas comidas, estudar as mesmas coisas, ler os mesmos livros, fazer os mesmos esportes, querer ter um mesmo futuro...
Por um tempo eu procurei pessoas diferentes de mim.
Na possibilidade de encontrar alguém que me completasse. Alguém que tivesse algo de diferente a adicionar em minha vida.
Sabe o que descobri?
Se essa pessoa existe, nunca a encontrarei.
Já que ela nunca estará no mesmo lugar que eu.
Curioso, não?

Agora... só quero dormir um pouco.
Tenho que ir mais tarde ao supermercado.
Mas alguém está batendo com uma enxada na calçada, tirando a grama que insiste em crescer nos vãos do cimento. Essa pessoa já está fazendo isso faz uns 15 minutos. Todo tempo que estou aqui escrevendo.
Isso é tão irritante e não colabora nem me anima a dormir.
Temos 8ºC lá fora. Sensação térmica de 6ºC.
Estou em uma cama quente, debaixo de dois cobertores de casal dobrados e um enorme e pesado futon.
Por que raios eu continuo escrevendo ao invés de dormir?
Não durmo desde ontem.
Talvez, realmente seja uma boa idéia dormir um pouco.
Mas é que...
Hoje não estou com aquela vontade de querer esquecer...
Talvez... só quero ter certeza de que não estou sozinha.
Não estou escrevendo à toa.
Alguém aí do outro lado deve estar me lendo neste momento...
Será?
"Será só imaginação?"

3 de jun. de 2009

Planos

Não quero ser otimista em dizer que tenho novos planos.
Mas parece que algo insiste em brotar na minha mente.
Mas logo desaparece. Não chega a durar um dia.
Como os cogumelos frescos que sempre vi na Serra da Cantareira.
Aqueles por quais sempre me encantei pela suas breves vidas, cores fascinantes, formas inquietantes.
Talvez assim deveriam ser meus pensamentos também.
Como os cogumelos.
Alucinógenos?
Não sei.
Se algum dia alguém provar meus pensamentos, me diga se eles podem ser assim... alucinantes como LSD.
Huahuahua...
:)
Um ser humano é capaz de dizer coisas impressionantes quando não se tem muita coisa pra fazer...
Quando não se está ocupado demais.
Quando não há mais razão pra deixar algo pra depois... e mesmo assim, continua adiando algumas coisas só para não perder o hábito.
Confesso que algumas coisas não faço por medo de perder minha identidade.
Sempre fui metódica no modo de pensar pra poder ser bagunçada no modo de agir.
Ultimamente tenho sido bagunçada em tudo.
Afinal, não tenho hora pra nada.
Só olho para o relógio pra chegar à conclusão de que tenho que fazer o jantar às 21h00 porque a cambada chega morrendo de fome e se eu não faço o jantar, ponho meu pescoço na guilhotina. Huahua...

Essa hora que a cidade acorda pra ir trabalhar, estava eu aqui vendo filmes desde ontem. Só estou escrevendo agora porque não quero perder os detalhes, as impressões que fiquei pensando o dia todo.
Gosto de escrever antes de dormir. Seja lá que hora for isso.
Mas meus pseudo-planos parecem fazer algum sentido para mim.
Me agradam.
Por alguns instantes tenho aquela sensação que todas as pessoas que estão condenadas à morte tem: a de que precisam pôr a vida em ordem antes de morrer. Mas não sei quando vou morrer.
Mas é como se alguma força maior simplesmente desse um cutucão no meu ombro por trás e dissesse
"Hey! Chama isso de vida? Isso é o melhor que pode fazer?"

Sinto dizer, mas eu não vejo um futuro muito brilhante para mim. É até um tanto medíocre.
Não vou salvar vidas. Não vou defender um ideal. Não vou ter como objetivo fazer pessoas felizes.
Mas chego a conclusão de que tudo o que quero ser é uma pessoa comum.
Dessas que seguem uma rotina chata.
Que faz um serviço sem nenhuma criatividade.
Queria ser normal.
Sabe...
Se alguém me acompanhou estes longos anos até aqui, deve saber que tal coisa é um tanto impossível.
Eu não sou normal.

Até tento por um único dia na minha vida [que ainda não ocorreu] ter um café da manhã, almoço e jantar. Poder rechear o dia com muito trabalho e antes de terminar o dia, assistir um DVD.
Ficar presa em trânsito caótico no ir e vir do trabalho.
E pensar que no fim de semana poderei ir a um barzinho encontrar os amigos depois de ir ver um filme novo no cinema.
E passar o domingo lendo o livro novo que comprei...
Mas não dá.
Não funciona assim.
Como disse, não sou normal.
Não sou normal.



Assisti Sete Vidas.
Pra variar, mais um filme com Will Smith que acho idiota.
Ele é tão "fodástico" que não bastava salvar algumas vidas, tem que transar com a coitada da morena.
E por quê salvar vidas? Ah... porque ele se sente culpado. Coitadinho... [Chega de spoilers!]
Também assisti Vicky Cristina Barcelona. Intenso. Tem um paladar que me agrada.
Pra dizer a verdade... achei machista. O cara só quer ter todas na cama dele. Bem no estilo "fantasia masculina" de ter mais de uma ao mesmo tempo. Uma loura. Uma morena. Elas se beijando e todas transando com ele. Ah! Me poupe.
Já tenho motivos de sobra pra achar os homens seres desprezíveis. Esse filme nem soma, nem subtrai. Bate na mesma tecla.
Sinopse pra esse filme? "Como embebedar mulheres e levá-las para sua cama. Todas elas. De preferência, ao mesmo tempo."

2 de jun. de 2009

Está chegando o inverno...

Meodeos! Que frio é esse?
Quero hibernar!
Huahuahua...

Tem horas que realmente me surpreendo.
Sabe aquela coisa de "fundo do poço"?
Ele existe.
E sabe por quê ele existe?
É um limite.
Suicidas nunca chegaram ao fundo do poço.
Sempre acharam que o poço não tinha fundo.
Oups!
Todo poço tem um fundo.
Do contrário, eu acabaria saindo do outro lado do planeta. Huahuahua...

Chegar ao fundo do poço tem um lado positivo: estando no fundo, só lhe resta uma opção.
Subir de novo.

Acho que estou me acostumando com isso.
Estou começando a me acostumar com o silêncio.
Com a escuridão.
Com todo o sufoco e falta de ar.
Estou me acostumando a ser humana e sentir tanta dor.
Inclusive as dores de cabeça que me chateiam tanto. Huahua...

Tem horas que penso: "se eu for uma reencarnação, devo ter sido o diabo pra ter que pagar tantos pecados assim nesta vida..."

Estar no fundo do poço não é legal.
Nem um pouco divertido ou prazeroso.
Mas por instantes me agrada a idéia de que quando não se tem nada, tudo o que se recebe é lucro.
Eu sei que isso não é uma verdade.

Hoje me sinto melhor que ontem.
Não quer dizer que hoje é o melhor dia da minha vida.
Está longe de ser o pior.

Acho que minha vida está com poços demais...



Assisti poucos filmes.
Como disse antes, eu precisava dormir.
Assisti Entrevista com Vampiro. E fiquei com vontade de ser Kristen Dunst [sim! a namorada do Homem Aranha! Huahuahua...] neste filme: imagine só uma garotinha contracenar no mesmo filme com Tom Cruise [antes de ficar louco], Brad Pitt [ainda jovenzinho] e Antonio Banderas [antes de ficar velho decadente]???
Mas acho que a personagem tinha tendências lésbicas... Kkkkkk
Também assisti Obrigado por fumar. E não gostei. Fraco. Não convence.
E assisti na Globo a Tela Quente: Operação Babá. Esse filme não merece nem a sessão da tarde...
:P

1 de jun. de 2009

Tristeza

Preciso dizer que assisti mais filmes?
Comecei minha sessão reclusão com Persepolis.
O áudio em francês chega a ser inebriante.
Êta idioma... Não entendo nada ainda de francês.
Como pode?
Amei o filme.
Depois veio A Era do Gelo 1 e 2.
Acho que vou ver o terceiro em 3D.
É bonitinho.
Continuei com Os Incríveis.
Que não achei tão incrível assim...
Me segurei pra não parar Mamma Mia! antes de chegar ao fim.
É péssimo. Ok... Péssimo elevado à décima quinta potência...
E definitivamente Pierce Brosnan não sabe cantar Abba.
E finalizei com Alfie.
Como é que Jude Law consegue ser tão... perfeito?
O que me encantou não foi o modo que ele seduzia. Foi o modo que ele se questionava.
Porque no fim, nem eu sei o que realmente importa.
Quem sabe?



Me irritei a noite toda com minha janela balançando com o vento.
Muito frio. Muito vento. Muito barulho.
E neste momento, enquanto minhas cortinas balançam levemente com o vento que passa, fico feliz que elas sejam grossas o suficiente para a luz do sol que está lá fora não entrar tão intensamente como está brilhando.
Está um dia lindo lá fora.

Mais um dia lindo que não viverei.
Me sinto péssima.
Mais um dia que estou aqui, sem saber porque vivo. Sem saber o que fazer da vida.
É... estou sem rumo.
Me sinto um barco sem vela e sem motor.
Nas horas de tormenta, sou jogada pra tudo quanto é lado.
Nas horas de calmaria, pareço ser esquecida. Não tenho aonde ir.
Sinto uma angústia sem fim.
Queria saber o que fazer neste momento.
Queria saber que rumo tomar.
Que direção seguir.
Mas não sei. E isso causa um vazio imenso dentro de mim.

É engraçado quando temos apenas duas opções a escolher.
Sempre julgamos ter milhares de escolhas a fazer. E as escolhas que fazemos determinam quem nós somos, do que gostamos, do que queremos para nós.
Minhas duas escolhas eram viver ou morrer.
O problema de se ter apenas duas escolhas é que, quando se deixa de escolher uma, obrigatoriamente tem de aceitar a outra.
Eu não escolhi morrer. Por um lado, isso pode ser bom.
Mortos não digitam em teclados e publicam blogs há tanto tempo assim...
Mas por outro lado... também não escolhi viver.
E agora não sei o que faço com essa vida.

Tenho uma vida toda, de hoje até o dia de minha morte, para fazer o que quiser.
O que eu quero?
Quem eu quero ser?
Como desejo "gastar" cada segundo que me resta desta vida?
É essa a questão que me intriga.
Porque eu não sei o que quero fazer.
Nem hoje, nem amanhã.
Não sei o que quero da vida.
Não sei nem se quero viver. Mas o universo conspira para que eu viva.

Sempre esperamos que sejamos únicos.
Que nossa existência realmente interfira todo ecossistema.
Que exista um mundo à nossa volta.
Que alguém dependa de você.
Que você possa depender de alguém.
Não necessariamente a mesma pessoa que dependa de você...
Sempre esperamos que alguém sinta a sua falta quando partir.
Alguém que sinta saudades quando você não aparece.

Já magoei tantas pessoas e tantas pessoas me magoaram.
Agora só quero ficar sozinha.
Mas como é viver só?
Nem o mais nobre dos heremitas saberia me dizer.
Afinal, eles se isolam porque procuram isso.
É uma opção deles.
Eu não estou aqui por opção.
Isso é tudo o que me restou.

Quem somos nós senão nossas escolhas?
Quem podemos ser quando não temos mais esperanças?

Vou fugir de meus questionamentos mais uma vez.
Vou tentar dormir, já que passei a noite toda acordada vendo filmes.
Vou dormir, porque dormindo não sinto dor.
Não aquelas dores de cabeça que insistem em me atormentar.
Dessa vez, a dor é outra.
É aquela que nos faz chorar sem querer.
Aquela que vem do nada.
Daquele espaço vazio entre o estômago e a garganta, subindo e sufocando.
Aquela que nos tira a voz e pede para nos calarmos.
Vou dormir porque dormindo eu esqueço.
Porque dormindo eu posso continuar vivendo sem viver.
Dormindo não preciso escolher... o que vou fazer.
Apenas vou descansar um pouco.
Pra depois acordar e retornar à minha clausura.